Carta do 3º Curso de Comunicação Popular do Paraná em repúdio à criminalização a acampamentos rurais no Paraná

A carta está aberta para novas adesões de entidades, movimentos, coletivos e sindicatos. Para assinar, escreva para compopularpr@gmail.com. 
Curta a página Essa Terra é nossa e apoie os acampamentos Dom Tomás Balduíno e Herdeiros da Terra de 1° de Maio.

Mural

O III Curso de Comunicação Popular, realizado em Curitiba, Paraná, entre 14 a 16 de agosto, reunindo mais de 200 comunicadoras e comunicadores, estudantes, entidades e movimentos sociais, de vários municípios do Paraná e de outros estados, expressa repúdio a contínua criminalização feita por empresas de comunicação aos acampamentos Dom Tomás Balduíno e Herdeiros da Terra de 1° de Maio.

Cerca de 3 mil famílias acampadas permanecem em resistência desde 17 de Julho de 2014, completando um ano de luta, localizado na 3ª parte das áreas exploradas pela empresa madeireira ARAUPEL S/A, em Rio Bonito do Iguaçu, Região Centro do Paraná.

A área foi grilada pela empresa, que atua principalmente na exportação de madeira de floresta nativa e de madeiras plantadas. Desde 2004, tramita na justiça uma ação promovida pelo Incra contra a Araupel. Desde a abertura do processo, os Sem Terra já conquistaram dois assentamentos sobre as terras em disputa: o Assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu, e 10 de Maio, em Rio Bonito do Iguaçu.

A posse de ambas as áreas concedida pelo juiz responsável da Comarca de Cascavel foi dada sem que a empresa fosse indenizada, já que se apropriada ilegalmente da área.

Por isso, as famílias reivindicam a desapropriação da fazenda de cerca de 35 mil hectares para fins de Reforma Agrária. As famílias moram, trabalham, produzem e lutam naquela terra, com a organização da produção agroecológica; escola itinerante com 560 crianças e adolescentes, além de duas turmas de EJA; coletivos de gênero, comunicação e cultura.

Desde a ocupação da área, os meios de comunicação da região frequentemente criminalizam o Movimento Sem Terra, a Araupel como empresa multinacional usa também de cooptação, buscando comprar os meios de comunicação da região para diariamente criminalizar as ocupações na região.

Convocamos todas e todos os comunicadores populares para denunciar os abusos da mídia contratada pela Araupel para criminalizar os trabalhadores que estão em luta numa área decretada por uma juíza da esfera federal como terras públicas, por tanto do povo.

Seguimos em luta!

Foice na mão, pinus no chão!
Abaixo aos latifúndios da mídia!
Não à criminalização dos movimentos sociais!

Assinam:

– Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria)
– Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR)
– Levante Popular da Juventude Paraná
– Frente Paranaense pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão (Frentex-PR)
– Jornal Brasil de Fato/PR
– Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
– Central Única das Trabalhadores (CUT-PR)
– Sindicato dos Empregados em Estabelecimento Bancários de Curitiba e Região
– Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF/Floresta)
– Rede Livre
– Soylocoporti
– Movimento de Mulheres da Primavera, de Guarapuava/PR
– Terra Sem Males – jornalismo independente
– Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
– R.U.A Foto Coletivo
– UNICAFES (União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado do Paraná) PARANÁ
– Pastoral da Juventude Rural (PJR)
– União Brasileira de Mulheres (UBM)
– MNCR/PR – Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis
– Organização Pachamama
– Servidores Públicos Municipais de São José dos Pinhais
– Movimento de Assessoria Jurídica Universitária Popular Isabel da Silva – Majup (UFPR)
– Sindipetro – Sindicato dos Petroleiros Paraná e Santa Catarina
– Casa do Estudante Universitário do Paraná
– Serviço Pastoral do Migrante
– Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (SINDIURBANO-PR)

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